Tuesday, April 8, 2008

[A evolução musical]



A galera não tem entendido muito bem meu senso musical atual. Para quem me conhece, sabe que por uns bons pares de anos fui centrado puro e unicamente em rock e suas diversas variantes. Nirvana, Stone temple pilots, Queens of the stone age, Strokes e outros demais por aí. Contudo, de uns templos para cá passei a galgar por um caminho antes desconhecido, resolvi trilhar novos rumos.


Explico: ultimamente tenho ouvidos sons eletrônicos, músicas que geralmente contém alguma parte extraída de um computador. Sim, eu sei que isso soa estranho para qualquer um que já tenha se preocupado em aprender a escala de fá e achar um sétimo harmônico menor. Hão de convir que deva ser possivelmente muito mais simples dar um loop em algum riff já pronto.


Mas há uma coisa que muitos não pensam: o mundo evolui. As pessoas evoluem e quem não quiser ficar para trás terá que acompanhar. Bem, na verdade eu passei a gostar desse tal de eletro depois que percebi que a coisa não é puro bate-estaca e que existem muito mais simbologia nas ditas cujas do que julgam algumas pessoas. Querem ver um exemplo? Adorei o som de uma francesa, Mlle. Caro, mais especificamente. No myspace dela estão incluídas suas referências: Dêem uma olhada:


Rolling Stones / Depeche Mode

Pixies /Bauhaus

Joy Division / Interpol

David Bowie / Nada Surf

Fad Gadget / Beatles

Talking Heads / Billy Idol

Elefant / Morrissey

Smiths / Prince

Arcade Fire / Erlend Oye

Antony & the Jonsons / Arctic Monkeys

Bush Tetras / The Raconteurs

The Greenhornes / Morphine

Liars / Warren Suicide

Northern Lite / Colder

Cure / I love You But I’ve Chosen Darkness

Paul Weller / The Strokes

Style Councils / The Jam

Shout Out Louds / Siouxie and The Banshees

Radiohead / Archive

Joe Jackson / Modern English

Lou Reed / Kraftwerk

Mozart / TV on the radio

Yeah Yeah Yeahs / Broken Social Scene

Hard-Fi / Sid Vicious

Nitzer Ebb / Prefab Sprout

Suede / The Bravery

Deus / Infadels

Nine Inch Nails / Front242

Psychedelic Furs / Pale Fountains

Au Pairs / Brian Ferry

Iggy Pop / Herman Dune

Ron Sexsmith / Dolly Parton


Entendem quando falo que não são músicas vazias? Poxa, a galera que anda tocando isso é a mesma galera que dançou disco music na década de 80 e que foi grunge na década de 90. O que aconteceu é que as pessoas evoluíram, o mundo evoluiu.


Não estou tentando desestimular ninguém a ouvir suas canções básicas, apenas creio que se deva experimentar um pouco do novo. Eu mesmo ainda me empolgo quando ouço Strokes e quase explodo de pleasure quando ouço o blues de Nina Simone. O tempo não pára, eu também não.

Monday, April 7, 2008

[Hard Candy]


Pois é, a sra. Richie irá lançar mais um álbum. Hard Candy é o nome do novo álbum da Madonna que tem lançamento mundia programado para dia 28 de Abril. O 11º da carreira da musa deve emplacar tanto quanto o já finado Confessions on a dance floor. Hard candy vem com uma aposta nas pistas, mas, diferentemente do Confessions, esse tem uma pegada um pouco mais black. Mas se alguém espera por Madonna cantando hip-hop pode desistir desde já. Mas vale lembrar que esse álbum teve participação tanto na produção quanto na voz de Justin Timberlake (tudo bem se você não gostar dele, mas que ele tem feito muito sucesso, ah isso tem...).

Pois é, o clipe da música 4 minutes já caiu na rede e com um pouco de paciência e velocidade (acida da velocidade dos exprets da warner que retiram o video de ar em poucos minutos) é possível se vr o clipe no youtube, dailymotion ou afins.

Eu particularmente não quero ver. Vi uma prévia de uns 10 segundos na MTV, fiquei bem animado, masprefiro esperar pelo lancaçmento oficial mesmo. Imaginem a febre que vai ser dia 28 cada um tentando fazer o download (para os pão-duros de plantão) mais rápido que o outro...

Saturday, April 5, 2008

[Voltei]



Faz tempo que não escrevo nada por aqui. Aliás, para ser um pouco mais específico, faz muito tempo que não posto nada por aqui. Em parte por pura e simples negligência minha, em partes por puro esquecimento. Mas o fato é que mesmo por aqui, entregue às moscas do blogger, ele sobreviveu e vou tentar trazê-lo de volta ao mundo. Vamos ver se eu consigo.

Mas queria dizer que a partir de agora esse blog funcionará de uma maneira diferente. Ele vai ser nada mais do que um lugar onde eu vou escrever o que quero, quando quero e sem me preocupar com mais nada. Sei lá, os tempos são outros e eu sou outro. Tudo deve evoluir, inclusive esse bloguezinho. Ele é meu, e se eu mudei ele também terá que mudar (gostaram do novo template?).

Por aqui vocês verão resenhas, pensamentos, críticas, um pouco de xingamentos também. Mas me reservo a explicar a minha vida apenas aos amigos de convívio próximo. Portanto, nunca esperem encontrar aqui eu chorando porque terminei com alguém nem nada desse tipo.

Minha vida anda uma correria que só vendo, gente... Mas eu não reclamo. Prefiro mil vezes um dia cheio do que um vazio. Me sinto um inútil quando não tenho nada para fazer. É o sangue workaholic que pulsa nas minhas veias... Hoje mesmo, estou escrevendo isso aqui e agora são meio-dia e vinte e cinco. Às duas horas tenho simulado. Estou com um medinho, é bem verdade. Nada de apavorante, nada disso. Sei que o primeiro do ano é o mais simples possível, mas é que é a primeira prova depois dos vestibulares da vida. Depois de algum tempo sem, a gente sempre fica com medo de fazer alguma coisa errada (ãh-hã, entendeu o trocadilho?)

Pois bem, logo eu volto com alguma coisa a dizer. Bom final de semana a todos. Divirtam-se mas usem camisinha, viu.

Sunday, February 24, 2008

[No Fairy Tales]


“E de repente o conto de fadas se foi”. Essa é uma das frases que eu tenho vontade que todo mundo entendesse. Essa é uma frase que eu gostaria de tê-la colada com cola instantânea em minha fronte para que todos aqueles que chegassem perto de mim a lessem.
Será que os novos-adultos não percebem que a farsa acabou? Será tão difícil entender que príncipes encantados não existem e ninguém irá resgatar-te da torre? Acho isso tão óbvio. Chega a ser natural. Se eu fosse uma princesa de uma história eu mesmo desceria da minha torre e pediria carona na auto-estrada mostrando minhas pernas para os motoristas que passassem.
Esse é um dos motivos pelos quais um dos meus filmes favoritos de todos os tempos seja CLOSER. È clichê não entenderem Closer, então aqui vai uma breve explicação dele: Closer é um filme pós conto de fadas. Closer mostra o que acontece durante o “Felizes para sempre” e mostra com toda a crueza das verdades que o felizes para sempre não existe. O marido perfeito larga a esposa perfeita para ficar com a personagem libidinosa. Essa é a vida. Assim é a verdade.
Correto estava Vinícius de Moraes quando disse “que seja eterno enquanto dure”; bem sabia ele o que dizia, boêmio e mulherengo, teve várias eternidades e disse essa máxima depois de várias experiências empíricas.
Por favor, não me venham mais com a velha história da gata borralheira ou da narcoléptica branca de neve. Não tenho mais tempo para isso. Em vez de questionarem a mim ou qualquer outra pessoa: cresçam.

Wednesday, August 22, 2007

[Verdade sincera]



É complicado ser sincero. Ser sincero demais está me obrigando a revelar certos segredos a pessoas com as quais eu convivo. Não que confessar-me seja ruim, de forma alguma, a única coisa de ruim é a angustia de viver escondendo coisas. Mas reflito: será que todo mundo se descobre e se expõe tal como é a todo mundo? Ou será que todos são capazes de jurar que não escondem nada? Eu descreio. Sempre há algo que se esconde. Sempre há alguma mancha no passado que preferimos tentar esquecê-la, sempre há algum defeito que preferimos maquiar.


Mas qual é o limite entre os que merecem saber a verdade e os que não merecem? Aonde essa linha fica nunca foi-me revelada. É fato que níveis maiores de amizade exigem cumplicidades maiores, mas quando é que essa cumplicidade passa a ser fator primordial? Quando ela passa a obrigar que revelemos segredos intimos?


Além disso, é dificílimo dizer aos outros aquilo que não costumamos dizer nem a nós mesmo. Afinal, boa parte de nossos segredos estão sepultados na égide da nossa memória e por lá ficam até que alguém os remexa. E exumar uma memória não é nada agradável. É empoeirado, tem ratos e baratas, além de aranhas e escorpiões.


Mas seremos sinceros. Seremos quando acharmos que devemos ser. Não me venham com o famoso clichê (redundância?): "Ser sincero sempre". Impossível. Ninguém é e nem desejo que sejam. mas na verdade o que eu desejo já é assunto para outro post.


Thursday, July 12, 2007

[Sentimentos]


Há tempo que eu só tenho colocado textos mais artísticos por aqui. Hoje eu vou voltar àquela série de textos crônicos. Fazem-me bem e não têm contra indicação.

Bem dialoguemos sobre os relacionamentos humanos. Sim, eles são complicados, e ninguém será capaz de provar-me o contrário. Relacionamentos em geral: amizade, paixão, amor, família.



Comecemos pela amizade. Eita sentimento estranho esse. Sim, estranho mesmo. São duas pessoas que se amam (não estranhem) mas não desejam o corpo alheio, não sentem ânsia em beijos e amassos. Amigos são dois seres que se gostam e se entendem. Se completam e complementam. Amigos são aqueles com os quais você fica horas e horas conversando e ainda assim reclama que passou muito rápido quando precisa ir embora.
Amizade é aquele sentimento que te sustenta, que te faz eternamente lembrar que existem pessoas preocupadas contigo. Reciprocamente, amigos te deixam extremamente preocupado. Quando um amigo começa a agir estranho, quando fica ausente ou qualquer problema de saúde que possa acontecer, uma coisa é fato: Lá se vão algumas noites de sono tranquilo.
Terminar um amizade é o mesmo que acabar com um namoro. É doloroso, ambos sofrem e as memórias permanecem.
Ter um amigo é a certeza de que alguém está perto de ti mesmo estando a quilômetros e quilômetros de distância. É ter alguém com o qual pode chorar as mágoas, festejar as alegrias, pedir conselhos, receber ajuda (e ajudar). Enfim, é alguém que sempre estará ao teu lado. Amigos são irmãos separados na hora do nascimento.
Mas não te engane, leitor. Ninguém consegue ter muitos amigos. Quem diz ter amigos demais um dia acaba por descobrir que a maioria eram míseros colegas.

Seguindo a ordem, chegou a hora da tão exasperada paixão. Ei-a! Maldoso sentimento carnívoro e frugívoro. Esse é o sentimento mais arrebatador que existe. Ele é aquele que te faz sair correndo, que te faz largar tudo que esteja fazendo e correr ao encontro do outro ser. É sentir carne contra carne, suor no corpo e respiração alfegante. É olhar nos olhos como quem diz ‘quero-te’. A paixão, no entanto, tem uma particularidade: ela acaba logo. Eu teimo com qualquer um que venha me dizer que paixão éum sentimento duradoudo. Não é. Paixão é o instinto humano de sexo. É querer sexo e nada mais.
Paixão é sentir as veias pulsarem de sangue, os músculos agitarem-se e os nerônios ferverem. É uma explosão hormonal, nem sempre concretizada, mas sempre idealizada. Ora pois, quem nunca fantasiou fantasias (pleonasmo?) sexuais que atire a primeira pedra.

Vamos ferrar com tudo agora. É o amor. Esse é o imperador, o maioral, o equivocado dono de tudo. Amor é complexo. Já falei sobre amizade, que é amor, paixão, que é amor, e estou a falar do amor, que é amor. Amor é gostar, e querer, é manter. Amor é suspirar, é chorar, é sentir falta. Amor é fingir odiar, é pretender gostar. Amor é preocupar-se, lembrar-se, nunca esquecer. Amor doi, fere, machuca, corroi, dilacera, oxida. Amor sangra e amor cura, amor corta e amor coagula; amor oxida e amor reduz; amor eletriza e amor descarrega; amor é antíteses e amor é paradoxo. A minha verdade é que em certos momentos da vida, o amor é a pior pedida. O amor te onera tempo e energia e algumas vezes isso é tudo o que você não tem para fornecer. Perceber isso é fundamental. Mas cada um sabe de si.


E por fim, chega a família. Confraternização de genes. Família perdeu o sentido original, ou seja, família deixou de ser ‘grupo de parentes’. Família são pessoas que estão contigo e que permanecerão haja o que houver. Família é que te suporta e te apóia. Por vezes, família é aquele grupo de parentes mesmo. Mas isso nem sempre acontece. Mas família não se resume a parentes. Um grupo de amigos constitui uma família. Amigos de verdade são tão intensos que são como se os cariótipos fossem semelhantes, como se tivessem nascidos juntos e fossem destinado para tal.
Família são aqueles que te levantam quando você caí e te bentratam quando se machuca. Família são os que acreditam em você e entendem-te. Mas são também os que te dão o soco quando necessário.

Acho que é só isso. Ame, transe, apaixone-se, desapaixone-se, sinta sem pudor. Perca o medo e a vergonha. Dispa-se da sociedade e faça aquilo que mais bem quiser. Vá onde der vontade (e aonde todo mundo vai), faça o que é legal (e não o que é modinha).

Fui-me.

Wednesday, June 27, 2007

[Gozo]




Eram nada mais do que dois corpos ardentes e apaixonados. O calor fugás, o suor tépido e o riso cálido entorpecia qualquer um que por perto passasse. A fuga, a fuga evasiva nada mais era do que uma farsa. Sair daqueles braços seria uma morte lenta, desistir não era cabível.

O sabor, o aroma, a textura. O corpo como um todo e não como parte. O riso como um rio de margens largas e grande curso, o rosto como o cativar que te tornas responsável, o ser como um deus.

Um misto de angústia e vontade, de sentir-se preso e querer libertar-se, de unir-se e não mais separar. Dois corpos cuja sintonia conjunta entrelaça-se e difrata-se pelo eu. Encontrando e esmoecendo. Corpos. União.

A surpresa e o encanto arrebatador sufocam as atividades pueris. Interrogar e sempre: o prazer de minha carne não é de outra senão de minha. E não sou outro que não tu.