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Monday, July 20, 2009

[Caio Fernando Abreu]

"Ando meio fatigado de procuras inúteis e sedes afetivas insaciáveis."

Thursday, June 25, 2009

[I'm sorry]


Ponsa... Perdoe-me. Preciso e tenho tanto para falar-te. De inicio faltaram palavras para te falar corretamente. Agora falta-me tempo pois a conversa deverá ser longa. É, a vida não é fácil, mas é deliciosa...

Espere só um pouquinho que eu já te mando email.

Pedido de desculpas por aqui porque é sério e é de verdade. Não estou fugindo de você.


Abraços.

Saturday, June 13, 2009

[Nota mental]


Ver alguém rir enquanto dorme, NÃO TEM PREÇO.

Friday, May 22, 2009

[To be like a kid]

As vezes é bom viver como uma criança. Sem preocupações com o futuro, nem remorsos com o passado.

Thursday, April 23, 2009

[Time]


Tanta coisa para falar. Tão pouco tempo para escrever. Logo eu volto com textos gigantescos.

Tuesday, March 31, 2009

[It's denied]




É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.
É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,
Não transformar sonhos em realidade.
É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.
É proibido deixar os amigos
Não tentar compreender o que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessita deles.
É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,
Fingir que elas não te importam,
Ser gentil só para que se lembrem de você,
Esquecer aqueles que gostam de você.
É proibido não fazer as coisas por si mesmo,
Não crer em Deus e fazer seu destino,
Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.
É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,
Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se desencontraram,
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.
É proibido não tentar compreender as pessoas,
Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,
Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.
É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a Deus por sua vida,
Não ter um momento para quem necessita de você,
Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.
É proibido não buscar a felicidade,
Não viver sua vida com uma atitude positiva,
Não pensar que podemos ser melhores,
Não sentir que sem você este mundo não seria igual.

>>Pablo Neruda

Saturday, March 7, 2009

[Eternal]


How happy is the blameless vestal's lot!
The world forgetting, by the world forgot.
Eternal sunshine of the spotless mind!
Each pray'r accepted, and each wish resign'd;
Labour and rest, that equal periods keep;
"Obedient slumbers that can wake and weep;"
Desires compos'd, affections ever ev'n,
Tears that delight, and sighs that waft to Heav'n.
Grace shines around her with serenest beams,
And whisp'ring angels prompt her golden dreams.
For her th' unfading rose of Eden blooms,
And wings of seraphs shed divine perfumes,
For her the Spouse prepares the bridal ring,
For her white virgins hymeneals sing,
To sounds of heav'nly harps she dies away,
And melts in visions of eternal day.

de Abelardo para Eloísa

Eloisa e Abelardo são, assim como Sansão e Dalila, Ulisses e Penélope, Dante e Beatriz e Romeu e Julieta, um casal famoso da literatura mundial. Os dois viveram na França, na primeira metade do século XII, e mantiveram um romance proibido, primeiro porque Abelardo era cerca de trinta anos mais velho que Eloisa e, segundo, porque ele era padre. Grávida, Eloisa não pôde mais esconder as relações que mantinha com o pároco, o que o condenou, a ele, à perda da batina, à castração e à reclusão num mosteiro, e, a ela, à vergonha, ao silêncio e à impossibilidade de unir-se novamente ao homem amado. Os corpos de Eloisa e Abelardo foram enterrados juntos, em Paris, no cemitério de Père-Lachaise.


Sunday, February 22, 2009

[Returning]

Voltando de uma maneira bem discreta ainda. Mas voltando.

E quanto à imagem, não, ainda não tenho ninguém que eu queira isso. Ou talvez eu esteja em processo de querer só não sei se vai ser recíproco.

Sunday, January 25, 2009

Tuesday, January 20, 2009

Tuesday, January 13, 2009

Tuesday, January 6, 2009

[Quotes]

  • Sou judia. Não faço ginástica. Se Deus quisesse que fizéssemos flexões, espalharia diamantes pelo chão. (Joan Rivers)
  • Quando se tem vinte anos, a gente vive querendo saber quem transa com as garotas de vinte. Aos trinta, descobre. (Ziraldo)
  • Não confio em produto local. Sempre que viajo levo meu uísque e minha mulher. (Fernando Sabino)
  • Algumas pessoas têm aquele rosto que, depois de visto, nunca mais é lembrado. (Oscar Wilde)
  • Nunca tenha filhos. Só netos. (Gore Vidal)

Friday, December 26, 2008

[Paris]


“II y a toujours quelque choe d’abient qui me tourmente”

(Existe sempre alguma coisa ausente que me atormenta)

Camille Claudel a Rodin em 1886.

Frase para lembrar para sempre.

Monday, November 24, 2008

[Vômito]




Na ânsia de viver, tenho sentido enjôos.

Friday, November 14, 2008

[Centésimo Post]


Blog sob recesso até segunda ordem. Time to fix life.

Tuesday, November 4, 2008

[Porto Alegre, 10 de agosto de 1985]


Não era nada com você. Ou quase nada. Estou tão desintegrado. Atravessei o resto da noite encarando minha desintegração. Joguei sobre você tantos medos, tanta coisa travada, tanto medo de rejeição, tanta dor. Difícil explicar. Muitas coisas duras por dentro. Farpas. Uma pressa, uma urgência.E uma compulsão horrível de quebrar imediatamente qualquer relação bonita que mal comece a acontecer. Destruir antes que cresça. Com requintes, com sofreguidão, com textos que me vêm prontos e faces que se sobrepõem às outras. Para que não me firam, minto. E tomo a providência cuidadosa de eu mesmo me ferir, sem prestar atenção se estou ferindo o outro também. Não queria fazer mal a você. Não queria que você chorasse. Não queria cobrar absolutamente nada. Por que o Zen de repente escapa e se transforma em Sem? Sem que se consiga controlar.

Te escrevo com um cigarro aceso e uma xícara de chá de boldo. A escrivaninha é muito antiga, daquelas que têm uma tampa, parece piano. Tem um pôster com Garcia Lorca na minha frente. Um retrato enorme de Virginia Woolf. E posso ver na estante assim, de repente, todo o Proust, e muito Rimbaud, e Verlaine, Faulkner, Ítalo Svevo, William Blake. Umas reproduções de Picasso. Outras de Da Vinci. Um biscuit com um pierrô tão patético. Uma pedra esotérica ainda de Stonehenge, Inglaterra, uma caixinha indiana. Todos os meus pedaços aqui.E você não me conhece, eu não conheço você.

Te escrevo por absoluta necessidade. Não conseguiria dormir outra vez se não te escrevesse.Zelda, há também o único romance escrito por Zelda Fitzgerald, a mulher de Scott Fitzgerald, que morreu louca, um incêndio, um hospício. Chama-se "Save me the waltz". "Reserve-me a valsa", não é lindo? Lembra o Brahma, se se dançasse no Brahma.

Please, save me the waltz.

Caio Fernando Abreu

Sunday, October 26, 2008

[Scream]


"Grite", ordenei-me quieta. "Grite", repeti-me inutilmente com um suspiro de profunda quietude. (...) Mas se eu gritasse uma só vez que fosse, talvez nunca mais pudesse parar. Se eu gritasse ninguém poderia fazer mais nada por mim; enquanto, se eu nunca revelar a minha carência, ninguém se assustará comigo e me ajudarão sem saber; mas só enquanto eu não assustar ninguém por ter saído dos regulamentos. Mas se souberem, assustam-se, nós que guardamos o grito em segredo inviolável.

Clarice Lispector

Thursday, October 23, 2008

[O salto]


A gente não tem como saber se vai dar certo. Talvez, lá adiante, haja uma mesa num restaurante, onde você mexerá o suco com o canudo, enquanto eu quebro uns palitos sobre o prato -- pequenas atividades às quais nos dedicaremos com inútil afinco, adiando o momento de dizer o que deve ser dito. Talvez, lá adiante: mas entre o silêncio que pode estar nos esperando então e o presente -- você acabou de sair da minha casa, seu cheiro ainda surge vez ou outra pelo quarto –, quem sabe não seremos felizes? 
Entre a concretude do beijo de cinco minutos atrás e a premonição do canudo girando no copo pode caber uma vida inteira. Ou duas.
Passos improvisados de tango e risadas, no corredor do meu apartamento. Uma festa cheia de amigos queridos, celebrando alguma coisa que não saberemos direito o que é, mas que deve ser celebrada. Abraços, borrachudos, a primeira visão de seu necessaire (para que tanto creme, meu Deus?!), respirações ofegantes, camarões, cafunés, banhos de mar – você me agarrando com as pernas e tapando o nariz, enquanto subimos e descemos com as ondas -- mãos dadas no cinema, uma poltrona verde e gorda comprada num antiquário, um tatu bola na grama de um sítio, algumas cidades domesticadas sob nossos pés, postais pregados com tachinhas no mural da cozinha e garrafas vazias num canto da área de serviço. Então, numa manhã, enquanto leio o jornal, te verei escovando os dentes e andando pela casa, dessa maneira aplicada e displicente que você tem de escovar os dentes e andar ao mesmo tempo e saberei, com a grandiosa certeza que surge das pequenas descobertas, que sou feliz.Talvez, céus nublados e pancadas esparsas nos esperem mais adiante. Silêncios onde deveria haver palavras, palavras onde poderia haver carinho, batidas de frente, gritos até. Depois faremos as pazes. Ou não?
Tudo que sabemos agora é que eu te quero, você me quer e temos todo o tempo e o espaço diante de nossos narizes para fazer disso o melhor que pudermos. Se tivermos cuidado e sorte – sobretudo, talvez, sorte -- quem sabe, dê certo? Não é fácil. Tampouco impossível. E se existe essa centelha quase palpável, essa esperança intensa que chamamos de amor, então não há nada mais sensato a fazer do que soltarmos as mãos dos trapézios, perdermos a frágil segurança de nossas solidões e nos enlaçarmos em pleno ar. Talvez nos esborrachemos. Talvez saiamos voando. Não temos como saber se vai dar certo -- o verdadeiro encontro só se dá ao tirarmos os pés do chão -- mas a vida não tem nenhum sentido se não for para dar o salto.


Antonio Prata

Friday, October 17, 2008

[Romantique]


Não há no mundo lei que possa condenar, alguém que a um outro alguém deixou e amar.

Maria Rita

Sunday, October 12, 2008

[Leminski - II]


Um homem com uma dor


um homem com uma dor 
é muito mais elegante 
caminha assim de lado 
como se chegasse atrasado 
andasse mais adiante