Quando alguém te disser que sempre sempre dá para as coisas piorarem, acredite!
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Thursday, September 25, 2008
Friday, January 12, 2007
Melancholia

“Everything great in the world comes from neurotics.
They alone have founded our religions and composed
our masterpieces.”
Marcel Proust
They alone have founded our religions and composed
our masterpieces.”
Marcel Proust
[Remexendo no empoeirado baú de minha mente]
Às vezes eu tenho dúvida se nasci na época certa. O sentimento de estar na época errada, de estar vivenciando a época errada é sofrível. Não que eu esteja reclamando da vida, mas eu poderia ter nascido uns dez anos antes. Ah, isso eu podia!
Se isso tivesse acontecido eu teria jogado mais a Atari, eu teria usado roupas hoje chamadas de retro, eu teria visto ao vivo o show do Nirvana, eu teria brincado mais na rua (eu poderia passar o dia todo aqui só enumerando coisas que eu poderia ter feito).
Dias atrás eu me rendi e brinquei de Lego. O velho e eterno Lego. Esse brinquedinho é curioso, parece explicar a vida com suas coloridas peças de vários formatos podemos fazer, praticamente, qualquer coisa (de brinquedo, óbvio...) e em um mesmo instante (na verdade, imensamente mais breve que o anterior) podemos destruir aquilo que construímos.
Sinto muita falta de viver em um tempo em que teríamos por o que lutar. Falta de uma época em que existia um número maior de pessoas com consciência sobre o mundo.
Vamos dizer assim: Hoje em dia Não temos mais heróis. Não temos. Temos ídolos, mas não temos mais alguém que tenha lutado para espelharmos-nos. Alguns poderão dizer que se espelham em determinados ícones. Concordo, eu também faço isso. Mas eles não são mais heróis já que não temos mais lutas. Espelhamos-nos para mudarmos nossos atos, mas não para mudarmos o mundo.

[Brechó de memórias]
Contudo, não sei se os dez anos a mais dariam certo. Tenho consciência de que a melancolia que hoje sinto ocorre pelo fato de ser impossível eu vivenciar esse passado tão desejado. E eu provavelmente não teria consciência se eu estivesse vivenciando esses momentos no presente.
Bem, na verdade não tenho TANTA certeza assim. Mas também fico pensando: Será que a geração futura sentirá essa melancolia que sinto por não ter vivido nesta época em que vivo? Sei não, viu... Nesses tempos atuais não temos tido muita coisa da qual orgulhamos-nos (tampouco de odiar convincentemente).
As crianças de hoje em dia estão perdendo a inocência muito cedo (alguém se lembra daquela historinha de que crianças é um anjo até os setes anos? Pois eu acho que elas não estão chegando nem aos sete...).
Vou colocar logo aqui embaixo um vídeo que eu achei há alguns dias no youtube. Eu não cheguei a conhecer tudo que se passa no clipe, mas grande parte sim (Eu achei que faltou Rafael, Michelangelo, Donatelo e Leonardo...).
[Conclusão memoriológica]
Vou colocar uma frase de um grande (um dos melhores) filme que eu já assisti: “É FÁCIL QUANDO SE TEM ALGO PARA LUTAR CONTRA”. Realmente. Por isso que atualmente nos reduzimos a isso. Não temos nada contra o que lutarmos.
Bem, para ser sincero até temos. Mas são lutas individuais. A água está acabando: cada um deve usá-la racionalmente. O petróleo tem fim: ande menos de carro. Não temos mais a luta, tampouco a glória que vem da vitória. Felizes os que tinham (imaginem os franceses de maio de ’68. Aquilo era vida. Aos que não conhecem a história recomendo o filme “The dreamers – Os sonhadores” Do Bertolucci)
Mas atualmente tem surgido um novo tipo de luta (essa é a herança dos finados ’90). Estamos lutando contra nós mesmos. Não é a toa que especialistas dizem que a FLUOXETINA será a nova aspirina (mesmo eu odiando essa idéia).
Porém ainda são poucos os que têm consciência de si próprio, de sua própria vida e o rumo que ela toma. São poucos os que pensam coisas consistentes (Mas reafirmo: Morte ao PROZAC!).
Às vezes eu tenho dúvida se nasci na época certa. O sentimento de estar na época errada, de estar vivenciando a época errada é sofrível. Não que eu esteja reclamando da vida, mas eu poderia ter nascido uns dez anos antes. Ah, isso eu podia!
Se isso tivesse acontecido eu teria jogado mais a Atari, eu teria usado roupas hoje chamadas de retro, eu teria visto ao vivo o show do Nirvana, eu teria brincado mais na rua (eu poderia passar o dia todo aqui só enumerando coisas que eu poderia ter feito).
Dias atrás eu me rendi e brinquei de Lego. O velho e eterno Lego. Esse brinquedinho é curioso, parece explicar a vida com suas coloridas peças de vários formatos podemos fazer, praticamente, qualquer coisa (de brinquedo, óbvio...) e em um mesmo instante (na verdade, imensamente mais breve que o anterior) podemos destruir aquilo que construímos.
Sinto muita falta de viver em um tempo em que teríamos por o que lutar. Falta de uma época em que existia um número maior de pessoas com consciência sobre o mundo.
Vamos dizer assim: Hoje em dia Não temos mais heróis. Não temos. Temos ídolos, mas não temos mais alguém que tenha lutado para espelharmos-nos. Alguns poderão dizer que se espelham em determinados ícones. Concordo, eu também faço isso. Mas eles não são mais heróis já que não temos mais lutas. Espelhamos-nos para mudarmos nossos atos, mas não para mudarmos o mundo.

[Brechó de memórias]
Contudo, não sei se os dez anos a mais dariam certo. Tenho consciência de que a melancolia que hoje sinto ocorre pelo fato de ser impossível eu vivenciar esse passado tão desejado. E eu provavelmente não teria consciência se eu estivesse vivenciando esses momentos no presente.
Bem, na verdade não tenho TANTA certeza assim. Mas também fico pensando: Será que a geração futura sentirá essa melancolia que sinto por não ter vivido nesta época em que vivo? Sei não, viu... Nesses tempos atuais não temos tido muita coisa da qual orgulhamos-nos (tampouco de odiar convincentemente).
As crianças de hoje em dia estão perdendo a inocência muito cedo (alguém se lembra daquela historinha de que crianças é um anjo até os setes anos? Pois eu acho que elas não estão chegando nem aos sete...).
Vou colocar logo aqui embaixo um vídeo que eu achei há alguns dias no youtube. Eu não cheguei a conhecer tudo que se passa no clipe, mas grande parte sim (Eu achei que faltou Rafael, Michelangelo, Donatelo e Leonardo...).
[Conclusão memoriológica]
Vou colocar uma frase de um grande (um dos melhores) filme que eu já assisti: “É FÁCIL QUANDO SE TEM ALGO PARA LUTAR CONTRA”. Realmente. Por isso que atualmente nos reduzimos a isso. Não temos nada contra o que lutarmos.
Bem, para ser sincero até temos. Mas são lutas individuais. A água está acabando: cada um deve usá-la racionalmente. O petróleo tem fim: ande menos de carro. Não temos mais a luta, tampouco a glória que vem da vitória. Felizes os que tinham (imaginem os franceses de maio de ’68. Aquilo era vida. Aos que não conhecem a história recomendo o filme “The dreamers – Os sonhadores” Do Bertolucci)
Mas atualmente tem surgido um novo tipo de luta (essa é a herança dos finados ’90). Estamos lutando contra nós mesmos. Não é a toa que especialistas dizem que a FLUOXETINA será a nova aspirina (mesmo eu odiando essa idéia).
Porém ainda são poucos os que têm consciência de si próprio, de sua própria vida e o rumo que ela toma. São poucos os que pensam coisas consistentes (Mas reafirmo: Morte ao PROZAC!).
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