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Thursday, June 4, 2009

[Amour toujours]


Amor. Segundo Mario de Andrade, verbo intransitivo. Pouco para defini-lo. Aliás, impossível defini-lo, mas passível de ser explicado. O amor é aquilo que você sente ao ser acordado com um beijo da pessoa que você tem ao seu lado. Amor é a preocupação eterna que uma mãe tem por seu filho. Amor é acordar as três horas da manhã e ir à casa do seu melhor amigo porque ele não consegue dormir e precisa de você lá, com ele.
Amor é complicado e simples. Não concorde comigo, mas tente me provar ser difícil amar. Se existe um instinto intrínseco no homem, seu nome é amor. Começa modesto, com o amor de um recém-nascido por aquele ser estranho que o alimenta e dá calor. Vai ficando mais forte quando você ainda é criança, vai à casa da sua avó e ela te abraça e te trata como se você fosse a última pessoa viva na face da Terra. É pesadíssimo para o adolescente que sente amor por alguém e, como sempre acontece, não é correspondido e chora sozinho em seu quarto. É leve, mas pesado para o adulto que não consegue mais se imaginar como uma pessoa só, mas sim uma conjunção de dois. É o que mantém o idoso vivo, mesmo que isso lhe custe menos anos de vida.
Amo e amo demais. Tenho amor demais para dar e a cada novo dia descubro mais alguém com quem dividi-lo. Mas o amor não diminui. Ao dividir, ele aumenta, e aumenta, e aumenta.
Sou Cazuza, sou Piaf, sou Kahlo. Amo. E amo demais.

Tuesday, January 20, 2009

Sunday, January 4, 2009

[Falando...]


Esses dias a srta Patty Maionese me deu um puta susto: ao entrar no seu blog vejo a mensagem de que ele não existe mais.

Foi só um alarme falso e ele já voltou ao ar.

E eu juro que morro de vontade de comprar os artesanatos dela, só falta o cash... Acho que vou vender o corpo...

Friday, December 26, 2008

[A glass, please]



Dias passam mas a angustia continua. Talvez a angustia de Sartre, já nem sei. mas acho que na verdade é uma angustia de querer viver. Querer ter boas histórias para contar, querer aproveitar um tempo que não volta mais. Final, os dias estão se passando, faster and faster, e pareço nada fazer.

Correr, fugir, escapar. Mas de quem? De mim.

Eu quero um amor, eu quero uma cor, eu quero uma dor. Um amor para ter para mim, uma cor para ter em mim e uma dor para ser em mim.

Copos de Whisky parecem funcionarem melhor que Freud.

Até que ponto eu sou eu e não os outros? Será que minha preferência por Alpha-M é minha ou de outrém? Minha paixão por blues é de quem? perguntas sem resposta. Apenas servem para ser ditas em uma mesa de um bar qualquer.

Devo ir a um bar hoje. Estou blue. Tudoposso  naquele que me embriaga.

Perdi sonhos de criança, ganhei sonhos de adulto. Ontem queria lua, hoje quero teto. Anteontem queria estrela, amanhã vou querer cama.

Os castrados vivem cerca de 13 anos a mais que os homens mais afortunados. E, como grupo, as freiras vivem mais do que todos. Já eu espero chegar, no máximo, aos 50 anos.

Ainda não decidi se quero ser poeta ou puta. Poeta pensa e não fode. Puta fode mas não pensa. E eu?

Por que a maioria do povo bonito é burro? Chega a dar raiva porque você sabe que nem adianta ir lá bater um papo legal, tentar ao menos. Energia disperdiçada a toa. As vezes é melhor ficar no conforto do seu lar.

Estou lendo O retrato de Dorian Gray. E depois vou ler Cem anos de solidão.

Quero ir para Londres. E para Paris. E logo.

Wednesday, November 19, 2008

[Voltando]


Ah, fumarás demais, beberás em excesso, aborrecerás todos os amigos com tuas histórias desesperadas, noites e noites a fio permanecerás insone, a fantasia desenfreada e o sexo em brasa, dormirás dias adentro, noites afora, faltarás ao trabalho, escreverás cartas que não serão nunca enviadas, consultarás búzios, números, cartas e astros, pensarás em fugas e suicídios em cada minuto de cada novo dia, chorarás desamparado atravessando madrugadas em tua cama vazia, não consegurás sorrir nem caminhar alheio pelas ruas sem descobrires em algum jeito alheio o jeito exato dele, em algum cheiro estranho o cheiro preciso dele(...)
Caio Fernando Abreu

Friday, November 14, 2008

[Centésimo Post]


Blog sob recesso até segunda ordem. Time to fix life.

Sunday, October 12, 2008

[O "meio" da vida]


Anyway, it seems to me that the way most people go on living (I suppose there are a few exceptions), they think that the world of life (or whatever) is this place where everything is (or is supposed to be) basically logical and consistent...It's like when you put instant rice pudding mix in a bowl in the microwave and push the button, and you take the cover off when it rings, and there you've got rice pudding. I mean, what happens in between the time when you push the switch and when the microwave rings? You can't tell what's going on under the cover. Maybe the instant rice pudding first turns into macaroni cheese in the darkness when nobody's looking and only then turns back into rice pudding. We think it's natural to get rice pudding after we put rice pudding mix in the microwave and the bell rings, but to me that's just a presumption. I would be kind of relieved if, every once in a while, after you put rice pudding mix in the microwave and it rang and you opened the top, you got macaroni cheese.

Texto extraordinariamente encontrado na descrição pessoal de um rapaz no Last.fm. Quem quiser o profile dele está. Achei soberbo.

Monday, September 29, 2008

Tuesday, September 23, 2008

[Além do que se vê]


Tem um colega meu na escola que quando me vê não aceita um simples aperto de mão. Para ele, não há cumprimento sem abraço. Tão logo me vê, ele me dá um super abraço de urso que me deixa quase sem reação. Me sinto fofo, warm, cálido. Claro que ele não sabe disso e eu também não faço a mínima questão de contar, apenas acho isso intrigante e deveras confortável para mim.

Ao mesmo tempo, todo dia quando chego em casa, não consigo mais me habituar. É sempre um fogo cruzado de trocas de "afetos" que tem me deixado sinceramente magoado. Pensei que isso só ocorresse enquanto se é um adolescente, mas descobri que não. Talvez incomptabilidade, sei lá. É fato que minha família sempre fez questão de tentar me mostrar quão diferente eu sou: o primo nerd, o filho "branco", o sobrinho que as-vezes-nem-se-lembram.

Já até me acostumei a me sentir "o estranho". Mentira. A diferenteça é que agora sei que não sou estranho, tampouco estou sozinho. Não sou o único a curtir new rave; a entender, de fato, quem foi Yves Saint Laurent ou a colecionar fotos. Não, não sou estranho, sou apenas eu.


Já me acostumei a ser chamado de doido (e nesse instante em que escrevo, meu irmão entrou no quarto, apagou a luz saiu e nem deu conta de que eu estou aqui). Ultimamente tenho dito que eu mesmo vou me internar so soon. Eles devem achar que eu brinco. Algo a fazer? Não sei. Sei que é difícil, e chato. E no fundo, eu começo a entender verdadeiramente meu amigo Diego. O que entendo? Deixa para lá, cedo demais para fazer esses comentários, mas ele vai entender. E no fundo, eu também.

Monday, September 8, 2008

[Never, ever, ever, ever underestimate the power of "I'd like that"]

 John Mayer - Gravity

So I was thinking' about relationships and about how it pertains to songs about relationships, and uh, I was trying to think, well it occurred to me that the key, I figured out the key to a relationship and how to make it work. Check it out, this is, this is, a tip from your uncle John, check it out: when you first meet somebody, you find out they like you, first of all, a friend of a friend of theirs say, he or she really really likes you, and it kills you, floors you, sends you to the ground, you've got to pick yourself up off the ground; then you get their phone number and you call them up, right, and you say "Yeah, that's a really great phone conversation, can I see you some time?" and then they say this, they say, "I'd like that."

Nothing feels better than "I'd like that".

So now, your blood pressures' going, you're six feet off the ground, you can't sleep, because of "I'd like that". So then you hang out for a while, and you call and you talk on the phone all the time, and then you drop the bomb, what feels like the bomb, you say, "You know what, I've been thinking about you a lot." And she goes, "Ahhhhhhh!" And you go "What happened?" and she goes, "I'm sorry, I just, I just, I just, that's, I've been thinking about you too." Bam. Higher into the sky.
But now "I'd like that." Tch. Done. Now you're up to "I'm thinking about you." Then however number of months pass, it makes you feel comfortable saying it, you say, "I gotta tell you something." They go "What?” you go "I'm in love with you." And nothing in the world sounds better than "I'm in love with you." And then maybe she starts crying, or maybe he goes "*gasp*". And all the sudden you're like "I'm in." But now what doesn't work?; "I'd like that." and "I've been thinking about you."

Now we're at "I'm in love with you."

Then maybe someday it'll move up to "I love you." Fast forward, now you're like "I love you a lot; I love you more than anything in life." Now "I love you." doesn't work. It's a threshold that keeps moving up. Fast forward, like six months, six weeks, whatever the case may be, now you're on like, "I want to marry you." "I want to impregnate you with my love." "I wanna, I wanna just send my love to you." "Damn it, words don't work anymore." And then you say this line, and you know, you know you've used this line before, "I just wish they'd put a new word in the dictionary bigger than love because love just doesn't describe what I feel." And so now he or she starts asking, "Do you love me?" and you start going, "Of course I love you." "Well say it." And then it becomes "Say it twice." And it goes "Say it three times."
And then, you cross a really interesting point, where all the sudden it becomes "I hate you, I hate you." And you go, "Oh my god she hates me." And now it's like "I hate you more than anything." And then it's like "We're over." And then they go "No we're not." And you go "Yes we are."

Now the words completely do not work at all, you're left with nothing. You're throwing punches under water. You're done. You know what the moral of that story is, if there is one:

Never, ever, ever, ever underestimate the power of "I'd like that."

(John Mayer)

Thursday, September 4, 2008

[Church]


Em um poema de uma grande poetisa lusófona, cujo nome deixo escondido sobre a obscuridade de minhas palavras, por vezes em três palavras, algumas delas de teor chamado por alguns de sujas, são elas "Fodo", "Poder", "Lascívia"

Por horas indescritíveis cujos relógio me recusa a contar-me verossimilmente, tenho refletido sobre elas. Meu breve testemunho delas (breve pois o poder do pensamento, não há palavras suficientes no mundo para descrevê-lo) deixo-o por aqui.

Foder. Palavra simples e singela. por vezes jogada no limbo do baixo calão, ouso por dizer, não de forma preconceituosa, mas apenas corriqueira, no esquecimento popular. Esquecimento pois parecem esquecerem-se do lirismo presente nela. Sim, lirismo. Afinal, nada mais lindo que o sexo: o amor supérfluo de duas carnes, o amor eterno de duas almas.. Quantos poetas já não choraram sobre o manto venal da lua dos amantes. Quantos traídos já não se matamram por verem o seu sexo compartilhado com outro ser. Quantas putas já não fizeram do amor próximo o seu meio de sobrevivência diário. Não se engane ao ouvir as minhas blasfêmias e cogitar colocá-las em prática. Não! Eu não falo para alguém me seguir. Na verdade, eu não falo para alguém me ouvir tampouco para crerem em mim.

Poder. Substantivo, adjetivo, advérbio ou verbo? Não, gramáticos. Não me venham com explicações puras. Substantivo no que diz a nomear algo. Adjetivo ao qualificar uma a ação banal feita por alguém importante. Advérbio por ser capaz de modificar ações e mover montanhas ou ainda verbo por ser uma ação, direta ou indireta, por ou sobre alguém.

Lascivia. recuso-me a olhar no vernáculo semântico da lusofonia seu significado. Recuso-me porque desta forma dou a ela sentidos mais variados e que se adequem 
àquilo que quero pensar no momento. Confesso ser issod everas melhor do que crer numa explicação fria de um livro sem literatura. Sim, prefiro acreditar apenas no "fodo contigo, poder, lascívio" (que a finada poetisa me perdoe pela troca do gênero).

E o que eu quis ao dizer isso? respondo: nada dizer. Já dizia Chacrinha: "Eu não vim para explicar, eu vim para confundir".

Monday, August 18, 2008

[Changing]

Terra Naomi - Say it's possible


"Isso de querer ser exatamento aquilo que a gente
é ainda vai nos levar além"
Paulo Leminski


Engraçada a capacidade do ser humano de mudar. não que eu esteja reclamando, longe disto. Apenas acho curioso. O modo como os homens podem ser plásticos e se reconstruir sempre que possível. Mas daí você me pergunta: muito bem sr-sabichão, mas o que é que isso tem a ver?

Tem a ver que eu estou numa hora de mudar. Tem a ver que eu decidi que agora é uma hora de mudar (e isso é tão íntimo que eu estou vermelho de vergonha só de escrever isso, mas isso daqui é meu e eu escrevo o que eu bem enteder). Não, não tem nada de muito estraordinário, nenhuma tragédia nada que me impeça publicamente de querer continuar assim. Mas o que me aborrece é o que ninguém vê.

"To be yourself is all that you can Be yourself is all that you can Be yourself is all that you can do" Chris Cornell
O que tem me aborrecido é o Murilo que só eu conheço, que só eu sei lidar. Ah, esse está na hora de dar uma mudada e para já. Uma mudaça que talvez não signifique muito para aqueles que só me conhecem por cima. Agora para os outros talvez isso seja notado. Mais para uns do que para outros.

E mesmo com vergonha eue stou escrevendo isso daqui aqui. Aí você novamente ergue a voz para me perguntar: por que então?

E eu digo que com essas letras nesse blog eu faço um pacto comigo mesmo e com qualquer pessoa que o leia.

"Fure o dedo, faz um pacto comigo Num segundo teu no meu Por um segundo mais feliz" Adriana Calcanhoto

1º§ Fica decretado e em estado de urgência sem periodo carêncial
2º§ Fica estabelecido um acordo mutuo entre ambas partes de total sigilo entre as partes e aqui se incluem risinhos abafados
3º§ Revoga-se as disposições contrárias

Não que eu vá me tornar uma outra pessoa, jamais faria isso. Eu sou eu e serei até o fim de minha mísera existência. Mas vivo para evoluir e esse é um momento de fazer isso.

Tá, okay, eu sei que fui piegas nesse post mas repito: o blog é meu e eu faço o que eu quiser.

Post Scriptum: Engraçado como as manifestações artísticas conseguem tocam a vida de uma pessoa com sensibilidade e aberto a elas. Eu sei que não tem nada a ver com o resto do post, mas Música, Cinema, Fotografia e todas as outras são muito mais do que muitos pensam por aí.

Monday, July 28, 2008

Para ler ouvindo:
Damien Rice - Cannonball


Quanto se pode exigir de uma pessoa? Até onde é possível que se peça e, na medida do possível, seja atendido? Sinceramente eu não sei, e pelo menos hoje, pelo menos por hoje eu gostaria de saber. Saber até onde é possível e saudável ir.

Será o problema os outros? Bem, sinceramente não sei. Afinal, eu sempre caio nos mesmos problemas. Deve ser karma mesmo. Coisa de pele, sabe? Tipo mulher-de-malandro, que sempre se apaixona por malandro. Eu devo ser um homem-de-impossíveis. Nunca conheci alguém que tenha tantos relacionamentos impossíveis quanto eu.

Chego a me sentir um pré-adolescete de novo. Como se todo o mundo apenas conspirasse contra mim e nada jamais fosse dar certo na minha vida. Tá, nem chega a tanto e eu não mais acredito nisso, mas chego a cogitar a idéia.

Foda isso tudo acontecer no meu momento mais blue. Também pudera né, se eu nãoe stivesse assim talvez nem sentisse nada e tudo não teria passado de mais um fim de semana.

Como diz Tori Amos: "I'm so sad like a good book". É bem assim mesmo. Ultimamente tenho sido A Hora da Estrela e também um pouco de Tabacaria (Principalmente Tabacaria). E isso tem me matado por dentro.

Mas aprendi a usar minha bolha. Embora não esteja "nas melhores", eu aprendi a esconder de todos e só sentir isso dentro de mim mesmo. Não sei se isso foi mlehor ou pior, mas a graça é que pelo menos minha vida pessoal ficou mais pessoal. Que ninguém argumente que alguém que quer esconder a vida não tem blog... Oras, não fico aqui colocando minha cara a tapa a qualquer um.

Acabo de ouvir na letra de uma música "Far away is outside yourself", bem possível mesmo. Acho que o jeito vai ser eu reentrar apenas no meu eu e viver minha vida no meu mundinho interior. Todo homem é uma ilha.

Não, não estou desistindo. Nem da minha vida outside myself e nem dos planos que tenho. Mas apenas os farei com o receio de quem já tanto perdeu que o estranho seria acertar. Com o olhar de quem sempre achou que nada fosse dar certo, e na maioria das vezes não tem dado mesmo. Vou continuar por aí com o olhar de criança que descobre que o mundo não é um conto de fadas e que principes encantados não existem.

Só peço uma coisa: não falem de mim como um coitado. Não, isso não sou nem serei. Sou apenas um inafortunado. Isso, gostei dessa palavra. Tenho infortunios nessa vida estranha que vivemos todos.

Medo do futuro? Não! Medo do passado. Do passado que pode voltar a me assombrar. Medo de cometer os mesmos erros, medo de cair no mesmo poço.

Enfim, muito falei sem nada a dizer. Era essa minha intenção.
Brindemos ao fardo de nossa mísera existência.

Saturday, June 28, 2008

[Rotina]



Ontem liguei a televisão logo cedo e vi o novo comercial da Natura. O comercial não tem nada de espetacular ou de cômico. na verdade, é um poema declamado que eu apaixonei.

Leiam ele aqui:

A idéia é a rotina do papel
O céu é a rotina do edificío
O início é a rotina do final
A escolha é a rotina do gosto
A rotina do espelho é o oposto.

A rotina do perfume é a lembrança
O pé é a rotina da dança
A rotina da garganta é o rock
A rotina da mão é o toque

Julieta é a rotina do queijo
A rotina da boca é o desejo
O vento é a rotina do assobio
A rotina da pele é o arrepio

A rotina do caminho é a direção
A rotina do destino é a certeza
Toda rotina tem a sua beleza.


Ps: Dá ou não dá para se arrepiar?

Friday, June 20, 2008

[Engolindo pererecas]




A Dior lançou uma coleção masculina que eu quero.
Principalmente essa bota.
Mas faltou grana.
Aliás faltou grana para o meu iPod.
A reforma gramatical do Português saiu.
E eu odiei.
Tá certo que nem se usa mais trema
mas sempre achei ele tão bonitinho.
Ontem tive que engolir um puta sapo.
Tudo bem, isso é normal.
Mas chega uma hora que cansa.
SPFW rolando.
E eu aqui.
Tá certo.
Já estamos no meio do ano
e eu tenho a impressão de não ter feito nada de bom até agora.
Queria que uma amiga minha viesse para cá.
Talvez venha.
Tomara.
Quero um cobertor de orelha.
Daqueles que vêm com o material completo.
Sonho?
Maybe. May be. May bee.
Uma amiga minha (de muito tempo) achou esse blog.
E gostou.
E eu também gostei do dela.
Mas ainda preciso falar isso para ela.
Ainda não vi Sex and the city.
mas adorei a música tema.
Shopping for Labels (yeah!!)
Meu aniversário tá longe.
Mas quero que ele chegue logo.
Sempre quis "ser adulto"
Desde criança.
mas que dá um medinho, ah, isso dá.
E eu ainda estou puto pelo sapo que tive que engolir ontem.
Mas nem me perguntem.
Quero esquecer disso logo.

Sunday, May 11, 2008

[Living...]



Não sei porque mas faz tempo que não escrevo nada de muito concreto. Ta certo que a falta de tempo colabora mas não é desculpa para ninguém. Mas sei lá, de uma hora para outra me bateu uma puta vontade de escrever. Sabe, escrever o que der na telha, falar o que eu quero e de uma forma que eu entenda e ou outros... bem, se entendeu bem, se não entendeu e também não faço tanta questão de explicar.


O mais estranho não é o momento em que você toma uma decisão para si. Essa hora, aliás, é a mais fácil de todas. A parte complicada, o hard-to-do é uma semana depois quando você percebe que agora vai ter que botar em prática tudo aquilo que tinha prometido. E não sei quanto a vocês, mas eu me prometo uma pá de coisas. Mas me prometo e só a mim e ninguém mais tem algo a ver com isso.


Sei lá, acho que a promessa mais profunda, a promessa mais importante é a feita para si mesmo. É aquela promessa que se faz e se tem a você e somente você como testemunha. Fugir da sua promessa é um crime que você mesmo vai se julgar. É cumprir uma pena julgada por si mesmo. É por isso que prefiro não quebrar minhas próprias promessas



- Tu julgarás a ti mesmo, respondeu-lhe o rei. É o mais difícil. É bem mais difícil

julgar a si mesmo que julgar os outros. Se consegues julgar-te bem, eis um verdadeiro

sábio.



Tenho alguns objetivos a serem compridos até o término desse ano (comigo, listas de what-to-do são seguidas à risca). São dos mais variados tipos e o que mais me importa nem é que eles sejam a cereja do bolo, mas que apenas que sejam vividos.


Tenho esse medo, sei lá. Medo de morrer e ninguém se lembrar de mim. Caralho, quem morreu? Aquele carinha lá, lembra? Não posso passar incólume por essa vida. Não deixo o destino me domar (até porque não acredito em destino nem carma) mas controlo minha vida de uma forma que, no meu final, as pessoas se lembrem de mim. Mas confesso que não me importo se serão lembranças boas ou más... Ah vá... Quem não gosta de fazer raivinha em alguém de vez em quando?


Mas gosto de viver assim. Deixando memórias minhas pelos cantos. Aprendi isso forçado. Na marra. Quando você não sabe onde você está, quem você é nem quem pode ser, aprende-se a força que o melhor é fazer com que as pessoas não se esqueçam de ti.



- Os homens? Eu creio que existem seis ou sete.

Vi-os há muitos anos. Mas não se pode nunca saber onde se encontram.

O vento os leva. Eles não tem raízes. Eles não gostam das raízes.



Mas guardo memórias de vários também. Claro que daqueles que vejo regularmente ou esporadicamente, obviamente que me importo com eles. Mas falo daquelas pessoas que há muito tempo não vejo ou não falo. Alguns posso voltar a falar, alguns outros não...


Saudades da Valesca e seu crazy way of living. Do Diego e das nossas conversas e confissões. Aliás, ele e a Valesca sabiam coisas de mim que nem eu mesmo sabia... Saudades da Naná, do porão da casa dela em que a galera ficava toda junta amarrotada numa cama de casal. Saudades da Ana Clara e sua visão romântica do mundo que sempre me serviu para segurar a peteca ao invés de achar que o mundo anda sóbrio demais. Saudades do Plínio, e me recordo até hoje quando ouvi o nome dele pela primeira vez e imaginei algum apresentador de Televisão ao estilo Raul Gil (foi mal, Plínio...). Saudades da Tia Valéria... Saudades da Fernanda. Putz, a Fernanda... Tem um caso engraçado com ela que nem ela sabe. Na verdade, nem ela nem ninguém. Mas já me antecipava momentos da minha vida. Por algo que ela e o Diego fizeram fiquei até as cinco da manhã de um sábado chorando. Apesar disso, o fato em si não é nada demais e eles não são culpados de nada.


Saudades da minha vó. Saudades do meu amigo de infância que nunca tive.


E as rosas estavam desapontadas.

- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer por vós. Minha rosa,

sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é,

porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa.

E voltou, então, à raposa:

- Adeus, disse ele...

- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o

coração. O essencial é invisível para os olhos.




Mas se tem alguém que eu não tenho saudades é de mim. Não tenho saudades do Murilo de dois, três, quatro anos atrás. Na verdade, até um ano e meio atrás já é arriscado de falar. Eu mudei. Eu me achei. Eu me decidi. Eu me mudei e hoje sou, com grande vantagem, muito melhor do que era.


Ainda hoje me transformo a cada novo dia. Me moldo (e descobri que essa é a graça da vida) como quero e tal qual quero. Ao trancos e solavancos vou descobrindo qual a melhor forma. Não perfeita, porque seria ingenuidade pensar assim, mas a mais apropriada.


É muita pancada que se toma na vida e é muita coisa que se aprende de cada uma delas. Se descobre que no fim só importa você para você mesmo; que mentir para si mesmo é a pior mentira que existe. Se descobre que a tampa da sua panela não mora na casa ao lado; mas também que affair à distância não dá certo. Com o tempo a gente aprende qual é a melhor posição sexual, qual a melhor temperatura do leite matinal naquele dia frio e qual e melhor música para beijar e acalantar.



A flor tossiu. Mas não era por causa do resfriado.

- Eu fui uma tola, disse por fim. Peço-te perdão.

Trata de ser feliz.

A ausência de censuras o surpreendeu. Ficou parado, inteiramente sem jeito, com a

redoma no ar. Não podia compreender essa calma doçura.

- É claro que eu te amo, disse-lhe a flor. Foi por minha culpa que não soubeste de

nada. Isso não tem importância. Foste tão tolo quanto eu. Trata de ser feliz. . .

Mas pode deixar em paz a redoma. Não preciso mais dela.

- Mas o vento ...

Não estou assim tão resfriada... O ar fresco da noite me fará bem. Eu sou uma flor.

- Mas os bichos...

- É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas.

Dizem que são tão belas.



E assim a gente vive a vida como uma luta diária de si contra si. O mundo está aberto, a única pessoa que te impede de ir algum lugar, o único inimigo que realmente te abate é você mesmo. É a velha história do diabinho e do anjinho que mora em cada um.



Mas no teu pequeno planeta, bastava apenas

recuar um pouco a cadeira. E contemplavas o crepúsculo todas as vezes que desejavas... Um dia eu vi o sol se pôr quarenta e três vezes!E um pouco mais tarde acrescentaste:

Quando a gente está triste demais, gosta do pôr-do-sol ...

- Estavas tão triste assim no dia dos quarenta e três?

Mas o principezinho não respondeu.